Cultura

19 Jul 2020

Cinco filmes cabo-verdianos seleccionados para competir no festival internacional “Kugoma” em Moçambique

 


Cinco filmes cabo-verdianos, sendo de Chissana Magalhães, Mário Vaz Almeida, Abel Monteiro, Guenny Pires e Grace Ribeiro foram seleccionados para competir na 11ª edição do festival internacional de cinema “Kugoma” de Moçambique.

Os filmes documentários curtas-metragem “O Amigo da Tartaruga”, “Djassi” e “Na Rota do Cinema Africano” “The Vulcano’s Last Wish” serão assim exibidos na 11ª edição do festival, que este ano acontece de 24 a 30 de Agosto, em Maputo.

Em declarações à Inforpress, a realizadora do filme “Djassi”, Chissana Magalhães, mostrou-se “satisfeita” com a selecção do documentário curta-metragem para ao festival de cinema de Moçambique.

“Eu fico particularmente feliz por ser o festival Kugoma, que é o maior de Moçambique, que entre os PALOP, é o país que mais contundentemente tem-se dedicado ao cinema e com grande prestigio a nível de África”, declarou, lembrando que Djassi é o seu primeiro trabalho audiovisual que nasceu no âmbito de um concurso, “Prémio 100 anos Amílcar Cabral” tendo o mesmo conquistado o segundo lugar.

O filme, segundo esta responsável, que foi seleccionado na categoria de “Novos autores do espaço PALOP – Timor Leste” é, igualmente, um motivo de orgulho, justificando que com isso, haverá a inscrição de mais um nome feminino de Cabo Verde no espaço da África lusófona.

A selecção de vários filmes cabo-verdianos para participar no referido festival serve, igualmente, de acordo com Chissana Magalhães, de motivação para a comunidade audiovisual cabo-verdiana.

“Acredito que é esse o caminho, cada vez mais esses exemplos a nos inspirar, a ousar penetrar no espaço internacional e o facto de termos esse movimento em direcção ao continente, penso que é importantíssimo mostrar que Cabo Verde valoriza sim o nosso continente, que quer ter espaço no cinema do continente”, afirmou.

“O Amigo da Tartaruga” foi seleccionado no ano passado para o festival CineEco Seia, em Portugal, e para o catálogo da plataforma de streaming Tellas. o filme retrata a história de um jovem que finta o desemprego, tornando-se mergulhador-guia turístico, acabando por criar um laço afectivo com as tartarugas.

Abel Monteiro, o realizador, conta já com algumas obras no currículo, sendo que mais recentemente foi o vencedor do prémio 100 Anos Amílcar Cabral, com a curta Amílcar Cabral, O Presidente Astral.

“Djassi” foi o segundo galardoado no prémio 100 Anos Amílcar Cabral e estreou em Março na CENA – Mostra de Filmes Realizados por Mulheres. É o primeiro filme da jornalista e escritora Chissana Magalhães, que iniciou carreira a escrever uma coluna sobre cinema e recentemente colaborou na pré-produção do documentário internacional “Woman”.

“Na Rota do Cinema Africano” surge na sequência da selecção do realizador Mário Almeida e produtor Yuri Ceunink à 1.ª edição do Ouaga Film Lab promovida pelo Instituto imagine em Ouagadougou.

O documentário parte da afirmação de Gaston Kaboré (cineasta burkinabé) “África não pode estar ausente da sua própria imagem” para abordar a opinião de alguns cineastas sobre o “Cinema Africano”. Mário Almeida tem um currículo composto por vários títulos, ficção e documentário, com um prémio do Plateau – Festival Internacional de Cinema, o mais recente dos quais o documentário Inimigo Público #1, sobre o massacre de Monte Txota, e que estreou há poucos meses na Televisão Nacional.

O Kugoma é o festival de cinema moçambicano mais antigo, integrando exibição de filmes, oficinas, masterclasses, exibições em escolas e ajuda a promover novos realizadores de Moçambique e de África.

Este ano o Kugoma introduziu o PALOP-TL Upcoming Filmmaker Award em parceria com a Rede Cinema PALOP – TL.

Fonte: Agência de Noticias Inforpress

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